Joaquim Maria Machado de Assis, considerado um dos maiores nomes literários do Brasil, nasceu em 21 de junho de 1839 na cidade do Rio de Janeiro. Neto de escravos forros, foi criado em uma família pobre e não teve uma instrução regular, porém, devido ao seu enorme interesse pela literatura, conseguiu instruir-se por conta própria. Em 1860 passou a colaborar para o “Diário do Rio de Janeiro” e é dessa década que datam quase todas as suas comédias teatrais e um dos seus principais livros de poemas, “Crisálida”.

Em 1869, após o seu casamento com Carolina de Novais, teve acesso à literatura portuguesa e inglesa e, na década seguinte, publicou uma série de romances, vindo a obter reconhecimento do público e da crítica. Até então a sua produção literária era marcadamente romântica, mas na década seguinte sofreu uma grande mudança estilística e temática, iniciando o Realismo no Brasil, com a publicação de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) e as obras “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899). A partir de então a ironia, o pessimismo, o espírito crítico e uma profunda reflexão sobre a sociedade brasileira tornar-se-ão as principais características das suas obras que também abrange poemas, contos, traduções e peças teatrais. No início do século XX, após fundar a Academia Brasileira de Letras e perder a esposa Carolina, passou a isolar-se e a sua saúde deteriorou-se. Dessa época datam os seus dois últimos romances, “Esaú e Jacó” e “Memorial de Aires”.

Machado de Assis faleceu na sua casa no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 1908 e o seu enterro foi um acontecimento público, acompanhado por uma multidão de admiradores, colegas escritores e autoridades políticas.