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Joaquim Maria Machado de Assis (1839–1908) é amplamente reconhecido como o maior escritor da literatura brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, de origens humildes e neto de escravos libertos, teve uma formação essencialmente autodidacta, construída a partir de um profundo interesse pela leitura e pela escrita. Iniciou a sua actividade literária e jornalística ainda jovem, colaborando com diversos periódicos e publicando poesia, teatro e crítica.

Após o casamento com Carolina de Novais, em 1869, aprofundou o contacto com a literatura portuguesa e inglesa. A partir da década de 1880, operou uma transformação decisiva na sua obra, abandonando o Romantismo e inaugurando o Realismo no Brasil com Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), seguido de Quincas Borba (1891) e Dom Casmurro (1899). Estes romances consagraram um estilo marcado pela ironia, pelo cepticismo e por uma análise subtil e mordaz da sociedade.

Fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis produziu ainda contos, poemas, traduções e peças teatrais. Após a morte da esposa, entrou num período de isolamento e declínio físico, durante o qual escreveu os seus últimos romances, Esaú e Jacó e Memorial de Aires. Faleceu no Rio de Janeiro, a 29 de Setembro de 1908, sendo o seu funeral um acontecimento público de grande repercussão.

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