
Florbela Espanca, nascida Flor Bela d’Alma da Conceição Espanca, nasceu em Vila Viçosa a 8 de dezembro de 1894 e faleceu em Matosinhos, a 8 de dezembro de 1930. A sua trajetória pessoal, marcada por fragilidade emocional e sucessivas adversidades, terminou no suicídio, facto entendido pela crítica como decorrente de um período de profunda exaustão psíquica.
A sua obra poética distingue-se pela intensidade lírica, pela afirmação da subjetividade feminina e pela abordagem de temas como o amor, o desejo, a dor, a solidão e a condição da mulher. A escrita de Florbela revela um equilíbrio singular entre emotividade, inquietação existencial e um panteísmo subtil, refletindo uma busca constante de plenitude afectiva.
Reconhecida como uma das vozes mais marcantes da poesia portuguesa do século XX, Florbela Espanca destacou-se pela coragem com que tratou temas considerados tabus na sua época, nomeadamente a sexualidade feminina e os conflitos interiores de uma mulher que recusava papéis sociais rígidos. A sua afirmação do “eu” feminino abriu caminho a gerações posteriores e permanece influente na cultura literária lusófona.
A relevância de Florbela Espanca ultrapassa a qualidade formal da sua obra: afirma-se como uma figura que desafiou convenções sociais e culturais, legando à literatura portuguesa uma expressão poética de grande força emocional, estética e simbólica.




