Crónica da Casa Assassinada
Crónica da Casa Assassinada
Autor
Lúcio Cardoso
Tradução e notas
***************
Adaptação
***************
Ilustrador
***************
Idioma
Português
Lançamento
07/2018
Acabamento
Brochado
Formato
15,8cm x 23cm
Páginas
560
Peso
750 g
ISBN - Livros
ISBN 9789899978997
ISBN - Digital
---------
Sinopse
Uma família em franca derrocada social e moral, uma história que somente é conhecida pelo relato das suas próprias personagens, por meio de cartas, diários, memórias, confissões e depoimentos, e cujos temas centrais são o adultério e o incesto, a loucura e a decadência: “CRÓNICA DA CASA ASSASSINADA”, de Lúcio Cardoso, finalmente é lançada em Portugal no ano em que se completam os 50 anos do falecimento do seu autor.

O premiado escritor Lúcio Cardoso (1912-1968), reconhecido pela Academia Brasileira de Letras em 1966, ao lhe conferir o Prémio Machado de Assis pelo conjunto da sua obra, constrói uma narrativa densa, cheia de ciúmes, rancores e perversões, onde as relações e as intrigas entre as personagens estão muito além das aparências. Esse facto torna “Crónica da casa assassinada” um romance muito particular dentro da história da literatura brasileira, por não se enquadrar facilmente num único tipo de produção literária. O viés psicológico e regionalista se encontra em processos metafóricos e metonímicos que se combinam sem que se oponham. Desse modo, o tom intimista com que é realizada a exploração das personagens enigmáticas dá forma e sustentação para a contestação da cultura campesina brasileira, lida na desagregação das tradicionais formas de relação familiar. Épico na composição e premissa e impressionante na execução, a obra-prima de Cardoso, publicada originalmente em 1959, é uma realização retumbante e um implacável exame da alma da oligarquia latifundiária decadente brasileira.

Numa linguagem altamente metafórica, cria-se um esquema estruturalmente complexo, no qual a verdade e a mentira atingem os limites do paroxismo. Em 1971, “Crónica da casa assassinada” foi adaptado para o cinema pelo realizador Paulo César Saraceni, com Norma Bengell, Carlos Kroeber e Nelson Dantas nos papéis principais e com trilha sonora composta por Tom Jobim; em 2011, foi adaptado para o teatro, com guião de Dib Carneiro, e realização de Gabriel Villela.

Em 2017, o grande romance do grande Lúcio Cardoso, recebeu em Nova Iorque o Prémio do Melhor Livro Traduzido no seu lançamento nos Estados Unidos da América

Lúcio Cardoso, a partir de um estilo inconfundível e um amplo domínio literário, expressa toda a sua expertise e erudição numa história cativante e original, repleta de mistérios, traições, violência e erotismo.
Compre em Nossos Parceiros

Conheça mais sobre Lúcio Cardoso


(1912-1968)

Nascido Joaquim Lúcio Cardoso Filho, foi romancista, dramaturgo, jornalista e poeta brasileiro, reconhecido pela Academia Brasileira de Letras, que lhe conferiu, em 1966, o Prémio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. A sua obra-prima “Crônica da Casa Assassinada” (1959) é um dos livros mais cultuados da literatura brasileira, tendo sido traduzido para o francês, italiano e inglês.

Junto com os romancistas Otávio de Faria (1908-1980) e Cornélio Pena (1896-1958) e o poeta Vinícius de Moraes (1913-1980), Lúcio Cardoso é considerado um dos expoentes da literatura de cunho intimista e introspetiva que despontou no Brasil na década de 1930. Embora a sua escrita costume ser associada à chamada literatura psicológica, iniciou a sua carreira com dois romances de cunho sociológico, “Maleita” (1934) e “Salgueiro” (1935), com marcada mudança de rumo em “Luz no Subsolo” (1936). A sua literatura, a partir de então, prioriza o questionamento da condição humana e dos valores como o bem e o mal, como nos romances “Mãos Vazias” e “Dias Perdidos” e nas novelas “O Enfeitiçado” e “Baltazar”, dentre outras da década de 1940. A sua obra inaugurou na literatura brasileira um mergulho no cerne do indivíduo moderno, em que os dramas, as dúvidas e os questionamentos existenciais sobrepujam-se à descrição naturalista ou à crítica social. A literatura de Cardoso teria imenso impacto sobre a obra de Clarice Lispector (1920-1977), de quem foi amigo, mentor e cuja relação com Cardoso abriu-lhe novas possibilidades profissionais e literárias, que fizeram com que ela passasse então a escrever e publicar prolificamente.

Ao longo das décadas de 1940 e 1950, Cardoso manteve colaboração ativa com a imprensa. Essa época marcou também sua atuação mais intensa como autor teatral, com peças como “Angélica”, “A Corda de Prata”, e “O Filho Pródigo”. O envolvimento com o teatro abriu caminho para a sua verdadeira paixão, o cinema. Em 1948, Cardoso escreveu o roteiro para o filme “Almas Adversas” (1949), dirigido por Leo Marten, e, no ano seguinte, escreveu e dirigiu “A Mulher de Longe”, longa-metragem inacabado, que foi tema do documentário do mesmo nome, realizado em 2012 por Luiz Carlos Lacerda.

Em 1962 teve um acidente vascular cerebral, que paralisou o lado direito do seu corpo, impedindo-o de escrever. Passou então a dedicar-se com afinco à pintura e chegou a realizar duas exposições ainda em vida. Morreu aos 56 anos, vitimado por um segundo AVC.


COMPASSO DOS VENTOS EDITORA LDA
Rua das Portas de Santo Antão, nº89 - Santa Justa 1169-022 Lisboa-Portugal -
Tel: +351 210 405 119

info@compasso-dos-ventos.pt