O homem que sabia javanês e outros contos selecionados
O homem que sabia javanês e outros contos selecionados
Autor
Lima Barreto
Tradução e notas
Francisco Araújo da Costa
Adaptação
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Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
06/2020
Acabamento
Cartonado
Formato
15,8cm x 23cm
Páginas
272
Peso
460 g
ISBN - Livros
9780000000000
ISBN - Digital
0
Sinopse
Lima Barreto é um escritor atemporal, apesar de retratar como poucos, o seu tempo e a sua terra.

Militante e panfletário, transformou a sua vasta produção literária – uma obra com dezassete volumes, entre eles romances, crónicas (que publicou em dezenas de jornais e revistas do Rio de Janeiro), contos, memórias e críticas literárias – em uma ativa tribuna de combate ao preconceito racial e à discriminação social, ao transformar o acto de escrever um acto político, onde debatia e demonstrava o seu ponto de vista que por vezes sobrepujava os limites literários.

Deste modo, a totalidade da sua obra encontra-se mais atual e viva do que nunca.

Fruto da sua época, nascido livre sete anos antes da Abolição da Escravatura, a produção literária de Lima Barreto é marcada pela investigação das desigualdades sociais e por uma leitura crítica sobre os homens e as suas relações frente a uma sociedade provinciana e hipócrita. É permeada por altos níveis de criatividade e realização estética, que por vezes renuncia as preocupações artísticas em prol de uma literatura documental, de increpação dos problemas sociais e políticos. Escrevia com uma linguagem simples, longe do estilo literário comum do seu tempo, o que valeu-lhe o desprezo da Academia Brasileira de Letras para a qual candidatara-se duas vezes.

Os treze contos apresentados nesta edição bilíngue apresentam toda a luta de Lima Barreto para romper as barreiras sociais, políticas e do vazio intelectual da sua época. Demonstram também como instigava o senso crítico dos leitores como, por exemplo, com relação ao fascínio pela falsa erudição em “O homem que sabia javanês”; ao preconceito racial, principalmente em “Clara dos Anjos”; à sátira da alma gananciosa do ser humano em “A nova Califórnia”, em “Numa e a Ninfa” e “Sua Excelência”; e contra o materialismo vazio e estúpido, a promiscuidade e os desejos espúrios da sociedade carioca em “Um e Outro”, “Miss Edith e seu tio” e nos diversos contos selecionados para esta coletânea.

Atualmente, o seu acervo de mais de mil documentos e textos foi incluído no Programa de Memória do Mundo organizado pela Unesco.
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Conheça mais sobre Lima Barreto


(1881-1922)

Importante escritor do pré-Modernismo brasileiro, nasceu em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, de pais mestiços e pobres e enfrentou o preconceito durante toda a sua vida.

Trabalhou a vida toda como escriturário no Ministério da Guerra, ao mesmo tempo em que começou a escrever para o jornal “Correio da Manhã” e várias revistas da época. Estreou na literatura em 1909, com a publicação do romance “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”.

A sua obra, marcadamente de protesto e de denúncia, apresenta muitas vezes um tom autobiográfico e de crónica e é caraterizada como um brado de revolta implacável de sátira ao apego da sociedade aos títulos, bem como às instituições políticas da época, burocráticas e inoperantes, além de uma forte crítica social ao retratar os subúrbios cariocas na virada do século, com o uso de uma linguagem simples e coloquial. Para ele escrever tinha a finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras de costumes e de práticas que privilegiavam determinadas classes sociais, indivíduos e grupos. Ao produzir uma literatura inteiramente desvinculada dos padrões e do gosto vigente, recebeu severas críticas dos círculos tradicionais da literatura: marcado por um espírito inquieto e rebelde, revelou o seu inconformismo com a mediocridade social e com o racismo vigentes.

Viveu uma vida boémia e solitária e acabou por entregar-se ao álcool, o que levou-o a longos períodos de internação, na Colónia de Alienados na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, em virtude das alucinações que perseguiam-no.

Lima Barreto faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 1 de novembro de 1922, vítima de um colapso cardíaco, em razão do alcoolismo.


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